Alta ocorre na comparação entre primeiros trimestres de 2024 e 2026; Came do Brasil lançará na Exposec uma porta com 33 zonas de detecção de metais, além de novas linhas de catracas e de automatizadores de portão
Uma ampla pesquisa divulgada pelo EmpresAqui, especializado em tecnologia da informação, confirma como o Brasil vem aumentando, rapidamente e de maneira expressiva, o tamanho do seu mercado no setor logístico. A plataforma de inteligência de dados revelou que, apenas entre 1º de janeiro e 14 de março deste ano, foram abertas 168.429 novas empresas deste ramo, o que representa um crescimento de 124% em relação ao mesmo período de 2024, no qual houve a inscrição de 75.075 novos CNPJs para atuar neste segmento em atividades como transporte rodoviário de cargas, serviços de entrega rápida e envio de malotes não realizado pelo correio nacional.
Uma consequência importante desta franca expansão, impulsionada principalmente pelo avanço do e-commerce, é a elevação da demanda por investimentos em segurança para poder resguardar os galpões logísticos, cada vez maiores e erguidos em número crescente no país para poderem armazenar produtos que somam alto valor agregado e precisam estar bem protegidos contra as possíveis ações de criminosos que miram subtrair essas mercadorias.
Em meio a esse cenário, a unidade brasileira da Came, multinacional que é líder mundial em equipamentos de controle de acesso no setor de segurança, vem aumentando as vendas de equipamentos e o volume de projetos com esquemas de proteção para clientes do ramo logístico ou de empresas que precisam utilizar essas estruturas para abrigar os seus estoques. A filial da companhia de origem italiana está diversificando constantemente o seu portfólio para contemplar as diferentes necessidades do mercado e fará lançamentos de dispositivos na próxima edição da Exposec, a Feira Internacional de Tecnologia em Segurança, entre os dias 1º e 3 de junho, no São Paulo Exhibition & Convention Center.
Entre as novidades que a Came do Brasil vai apresentar em seu estande no evento está um modelo de porta com tecnologia de ponta e 33 zonas de detecção de metais, capazes de flagrar uma ampla variedade de objetos metálicos, até os bem pequenos, como moedas. E quando uma pessoa passa pelo equipamento, a posição do item flagrado no corpo é indicada por LEDs iluminados nos dois lados dos seus painéis, sendo que pode apontar simultaneamente a existência de mais de três pertences de metal carregados em diferentes partes da vestimenta do pedestre. Com padrão avançado de sofisticação, esse tipo de dispositivo é muito útil para elevar a segurança em centros logísticos, onde há preocupação constante com a possibilidade de furtos de produtos que podem ser cometidos pelos muitos usuários desses galpões.
O fato é exaltado por Fabio Gomes, gerente regional de vendas da Came, que cita como exemplo uma outra categoria de local onde também há grande fluxo diário de pessoas para destacar o nível de precisão oferecido por esse modelo, identificado com o nome EBZ 33. “Nesta porta não há como alguém atravessá-la sem ter objetos de metal detectados, por menores que sejam. Para efeito de comparação, os detectores de metais usados nos aeroportos do Brasil costumam ter aproximadamente oito zonas de detecção. E vale destacar que, além do seu elevado nível de segurança, esse equipamento é altamente funcional e possui um sistema com mecânica robusta e confiável, operada por uma unidade de controle em uma tela LCD de 7 polegadas, sensível ao toque, onde é possível escolher entre 60 padrões de segurança pré-configurados e utilizar diferentes ajustes de sensibilidade em seus sensores”, explica Gomes.
Com design totalmente modular para facilitar a sua instalação, o dispositivo também conta com tecnologias de supressão de interferências que poderiam vir de equipamentos próximos, como os emitidos por máquinas de raio X, rádios e outras fontes elétricas. Para completar, entre diversas outras funcionalidades, permite a configuração de alarme aleatório, com 16 níveis de intensidade sonora selecionáveis, para ser disparado quando objetos metálicos são detectados.
Outros lançamentos confirmados para a Exposec
Antes de o gerente regional de vendas da Came confirmar a apresentação, na Exposec, deste modelo de porta com detectores de metais que acaba de ser inserido ao portfólio da empresa no Brasil, o diretor da unidade nacional da companhia, Marco Barbosa, já havia revelado, em março, que a filial lançará, nesta próxima edição do evento, novas linhas de automatizadores de portão e de catracas. Na ocasião, o líder da companhia confirmou que os dispositivos, que visam aumentar a eficiência operacional dos portões, integram duas novas famílias de produtos disponibilizados no país: a Galo, para motores deslizantes, e a Lince, para motores pivotantes. Reconhecidos pela confiabilidade, esses automatizadores chegam ao mercado brasileiro com preços competitivos porque são fornecidos pela portuguesa Motorline, adquirida pelo Grupo Came, em 2024, e podem ser montados na nova fábrica da empresa em Indaiatuba (SP), o que colabora para reduzir de forma importante os seus custos de produção.
Ao comentar sobre esses produtos, o gerente regional de vendas da Came enfatiza a praticidade que esses modelos proporcionam aos clientes que os adquirirem. “A grande vantagem na comparação com outros automatizadores oferecidos por concorrentes no mercado é a de que esses nós vendemos em um kit pronto, com tudo já instalado. Isso é um diferencial porque, normalmente, quando você vai instalar um motor de portão para colocar na sua casa, você tem de comprar separadamente o motor, o controle remoto e uma fotocélula. E nós vamos vender tudo isso junto em um único kit, o que torna o processo de compra e de instalação mais fácil e prático para os consumidores”, destaca Gomes.

Em março passado, por sua vez, Barbosa comentou sobre algumas vantagens proporcionadas pelos novos modelos de catracas flap, de operação eficiente e confiável, que serão oficialmente lançados pela Came nesta próxima Exposec. “Vamos disponibilizar as catracas PG 04 e HG 04, produtos sofisticados que têm toda uma tecnologia embarcada, possuem design inovador e servem para atender bem às necessidades de controle de acesso em locais que precisam suportar o alto fluxo de pessoas”, disse, na ocasião, o líder da filial brasileira.

Além desses novos lançamentos, a Came exibirá, em funcionamento, no seu estande da Exposec, uma série de outros produtos sofisticados do portfólio atual, entre os quais uma catraca de modelo torniquete, toda feita de aço inox, que possui uma câmera com um sensor que impede a passagem de duas pessoas juntas dentro de um mesmo espaço do equipamento. Esse dispositivo fornecido pela multinacional é utilizado, por exemplo, em estádios para controlar o fluxo de torcedores e inibir possíveis tentativas de burlar os sistemas de acesso.
Em seu diversificado portfólio no Brasil, a Came disponibiliza em suas linhas de controle de acesso diferentes categorias de cancelas, torniquetes, portas automáticas e com detectores de metal, além de reservadores de vagas e controladoras de equipamentos. Já em sua gama de alta segurança oferece bollards e road blockers, que são dois tipos de barreiras super-resistentes com acionamento remoto, garras de tigre (dilaceradores de pneus fixados no solo), cancelas e portas capazes de absorver fortes impactos. Para completar, tem na sua oferta de produtos de conectividade o Came Key, o Came Connect e o Came QBE como opções para operar ou monitorar dispositivos à distância e traz entre os acessórios à venda alguns controles de portão com tecnologia anticlonagem.
Expansão do portfólio acompanha temor à violência
A expansão crescente da oferta de produtos da Came ao mercado brasileiro continua sendo acompanhada por uma preocupação permanente da população do país com a criminalidade. Divulgado no último dia 10 de maio, o relatório “Medo do crime e eleições 2026: os gatilhos da insegurança”, produzido pelo Instituto Datafolha após ser encomendado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, trouxe uma pesquisa na qual 96,2% dos entrevistados afirmaram ter medo de sofrer com ao menos uma situação de violência. De abrangência nacional, o levantamento contou com a participação de 2.004 pessoas, de 137 municípios, ouvidas entre os dias 9 e 10 de março deste ano.
As mudanças de hábitos motivadas pela violência estiveram entre os pontos abordados com os entrevistados, sendo que 35,6% deles disseram que deixaram de sair à noite por causa da sensação de insegurança. Já 33,5% dos participantes apontaram que não usam seus celulares fora de casa por temerem assaltos. Para completar, 40,1% dessas pessoas, com 16 anos ou mais, disseram ter sofrido com algum tipo de violência ou crime nos últimos 12 meses.
