Em Foco: Aposentando o bastão de ronda

A Ztrax é uma empresa que fornece soluções para rastreamento, monitoramento de pessoas e ativos, com foco em rondas virtuais, escolta armada, VSPP e monitoramento de CHGs. O equipamento possui funcionalidades disruptivas, agregando em apenas um dispositivo a função de ronda, rastreamento com alta precisão, botão de pânico, alerta vigia, aviso de ausência de posto de trabalho, cercas virtuais, alarme de velocidade, bateria com duração de até 36 horas e resistência a água. Para falar sobre essa solução, o futuro da empresa e seus próximos lançamentos, conversamos com Marcelo Lonzetti, diretor comercial da Ztrax.

Por Fernanda Ferreira

Ztrax Revista Segurança Eletrônica: O que é a Ztrax?

Marcelo Lonzetti: A Ztrax é uma unidade de negócio do grupo Spacecom, e a Spacecom é uma empresa que está há 10 anos no mercado e foi a companhia que ajudou a desenvolver e a implementar o uso da tornozeleira eletrônica com o Governo e possui mais de 90% deste market share.

Há três anos decidimos entrar para a iniciativa privada e começamos a fazer uma pesquisa dentro desse mercado, não só sobre segurança privada, mas também sobre o monitoramento de ativos e identificamos que havia muito espaço para atuarmos no segmento de segurança e por isso decidimos desenvolver a área de Ztrax voltada para a segurança privada e lançamos a empresa no mercado.

Porém antes de lançar a Ztrax no mercado nós fizemos um ano de pesquisas diretamente com empresas de segurança privada para saber quais eram as “dores” que elas tinham com seus clientes e seus fornecedores atuais, e percebemos que elas tra- Em Foco balhavam há muito tempo com os mesmos equipamentos que entregavam a mesma coisa. Por isso quisemos entrar no mercado de segurança com produtos que fizessem sentido para o segmento. Temos um road map de produtos para cinco anos e a ideia é lançar a cada seis meses um produto novo, que faça diferença para as empresas.

Também entendemos que o equipamento da Ztrax, para ronda patrimonial indoor e outdoor, não é disruptivo apenas por ter a função de rastreamento, mas sim por ter um conjunto de funcionalidades mais aprimoradas que as outras soluções do mercado. Não existe mais a necessidade de utilização de bastão ou a utilização de um smartphone (que a empresa corre o risco do vigilante simplesmente desligar o celular e não saber mais onde ele está). Respeitamos nossos concorrentes e acreditamos que cada equipamento tem a sua capacidade, mas quando falamos em segurança privada você tem que oferecer as melhores garantias e é por isso que empresas como o Walmart, e outras nacionais e multinacionais, dos segmentos de logística, transporte aéreo e terrestre, varejo, químico, petroquímica, entretenimento, além de vários condomínios de alto padrão espalhados pelo país, homologaram o nosso produto, porque são empresas e clientes exigentes que precisam ter a garantia que o equipamento funcione e o serviço está sendo feito.

Revista Segurança Eletrônica: Você comentou que a Ztrax desenvolveu uma funcionalidade no seu equipamento a partir de um livro lançado para mercado de segurança. Como foi isso?

Marcelo Lonzetti: Tivemos o prazer de ler o livro do Michel Pipolo e do Fernando Só, chamado Competitividade em Gestão de Serviços – SLA/SLM, e validamos o que já estávamos escutando no mercado e identificando no livro algo muito interessante, que é a forma que a Ztrax pode oferecer informações que ajudem as empresas de segurança não só no monitoramento em si, mas em dados que levem essas empresas a atingir um determinado nível de serviço. Por isso, estamos desenvolvendo uma nova funcionalidade para o segundo semestre onde nosso cliente poderá montar a ronda do seu cliente final, com base no SLA contratado, e a Ztrax avisa automaticamente sobre o nível de cada roteiro que foi feito. A empresa recebe apenas aquilo que está abaixo do estipulado, sendo possível programar qual deve ser a meta do nível dos próximos dias para que atinja o SLA combinado. E essa ideia surgiu da ronda patrimonial, nós trouxemos do livro, para agregar na funcionalidade.

Revista Segurança Eletrônica: Quais são os lançamentos da Ztrax para o segundo semestre desse ano?

Marcelo Lonzetti: Nesse mês, a pedido do mercado, estamos lançando o “Sempre Alerta”. Trata-se do mesmo equipamento da Ztrax, mas com a três funcionalidades: a funcionalidade do alerta vigia (para controlar a eficiência de vigilantes em postos de segurança), aviso de ausência do posto através de cercas virtuais e ou beacons, e do botão de pânico (em caso de emergências) embutido. Desenvolvemos isso porque uma das dificuldades do mercado de ronda patrimonial é que quando você entrega um bastão de ronda e um alerta vigia para um condomínio, obrigatoriamente precisa colocar dois equipamentos instalados fisicamente, um na parede e o outro para realizar a ronda. Já com o equipamento da Ztrax não existe necessidade de instalação física e as funcionalidades ficam todas na mesma solução, porém com custo muito menor.

Também participamos da ISC Las Vegas esse ano e pudemos validar algumas ideias para atender de forma também disruptiva o segmento de shoppings, condomínios empresarias, hotéis e hospitais. Já estamos há vários meses fazendo reuniões estratégicas com os gestores destes setores e identificando a melhor forma de implementar este tipo de solução para eles, isto envolve o desenvolvimento de novos hardwares e softwares que atendam as demandas até então não pensadas por eles. Agora em julho já estamos elencando algumas empresas para piloto e a expectativa é que seja lançado até o final do ano.

Mas não é meramente no nicho de monitoramento que estamos investindo. Em 2019 queremos focar em IoT (Internet das Coisas), que é um projeto que estamos discutindo com um grande cliente da nossa base. A ideia é que o sistema que a empresa de segurança vai oferecer não seja só segurança, mas que tenha inteligência embarcada.

Soluções com IoT são o caminho que queremos seguir em 2019, porque o monitoramento manual vai acabar, o sistema de câmeras estará embarcado com inteligência de reconhecimento facial, com análise de imagem, entre outros. A tendência é sempre ter uma parte humana, mas queremos ter inteligência no processo para que isso faça realmente a diferença.

Revista Segurança Eletrônica: Como o mercado de segurança privada tem recebido a Ztrax?

Marcelo Lonzetti: Temos a felicidade de dizer que grandes players deste mercado nacional já estão trabalhando com os diferencias mercadológicos da Ztrax, alguns ainda aprendendo a vender estes diferencias, mas outros já entenderam que a Ztrax é muito mais que uma solução de ronda e sim uma excelente ferramenta de vendas, e colocaram a nossa empresa no portfólio principal e estão colhendo bons resultados. Para ajudar nossos clientes, a Ztrax em São Paulo disponibiliza gerentes de vendas para visitas técnicas/comercias e em outras regiões programamos viagens com agendas positivas montadas pelos nossos clientes.

Revista Segurança Eletrônica: Quem são os principais parceiros de tecnologia da Ztrax?

Marcelo Lonzetti: Estamos integrados com a Segware, Performance Lab e terminando uma integração com a Digifort. Também estamos conversando com outros players do mercado de segurança e estamos abertos a receber outras demandas de integração.

Revista Segurança Eletrônica: Dentro da solução que existe hoje da Ztrax, qual o principal diferencial dela em relação aos concorrentes?

Marcelo Lonzetti: A flexibilidade, porque nossos equipamentos e sistemas realizam múltiplas funções integradas. Com um mesmo preço de uma solução da Ztrax você tem tudo em um mesmo equipamento, ou seja, o trabalho de um bastão, rastreador, botão de pânico, alerta vigia, cercas virtuais, alarmes de velocidade, entre outros recursos. É uma gama de funcionalidades abrangente e integrada que o mercado cada vez mais entende como diferenciais.

Revista Segurança Eletrônica: Como funciona o treinamento para o integrador ou para a empresa de segurança patrimonial que quer entender mais sobre o Ztrax?

Marcelo Lonzetti: Com relação ao integrador, nós disponibilizamos quatro tipos de APIs dentro do nosso próprio sistema e o profissional só precisa trabalhar o recebimento dos eventos. Como relação ao treinamento, nós trabalhamos com uma equipe para implantação, além da nossa equipe de suporte. O nosso objetivo é ensinar a empresa para que ela própria consiga fazer a implantação, desta forma não somos uma barreira e deixamos por conta da empresa de segurança que possui a experiência para adequar a solução para cada cliente.

Revista Segurança Eletrônica: Na estrutura de vendas da empresa, é a segurança patrimonial que compra/loca os equipamentos ou é o cliente final que faz isso?

Marcelo Lonzetti: Nós não vamos até o cliente final, só recebemos aqueles que vêm até nós e mesmo assim nós só vendemos se a segurança for orgânica. Nosso público maior são empresas de segurança privada. Nós fazemos o comodato dos equipamentos, que é o UPR (Unidade Pessoal de Rastreamento) e os beacons nós podemos locar ou vender e a empresa escolhe o modelo que quiser. Quanto a valores, estamos sempre buscando atender o mercado com soluções competitivas, vinculando valor ao volume contratado, e com isso temos casos de sermos até mais baratos que soluções tradicionais.

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