Banco de Brasília substitui sistema de CFTV analógico por videomonitoramento digital em todas as suas agências

O setor bancário sempre foi mais conservador quanto à adoção do videomonitoramento IP. Parte dos profissionais do setor financeiro eram relutantes em abrir suas redes a mais dispositivos. Além disso, com uma ampla base de câmeras analógicas antigas, alguns gerentes se limitavam a comparar o custo inicial de uma câmera analógica com uma IP. Outros fatores acabavam não entrando na conta, como custo de manutenção ou mesmo perdas pela inutilidade das imagens em investigações.

O Banco de Brasília S.A. (BRB) foi pioneiro no Brasil ao pensar diferente. Em 2010, a instituição financeira fez uma análise que levou ao abandono completo do analógico e à adoção da tecnologia digital da Axis em todas as suas 127 agências espalhadas pelo país.

As vantagens da tecnologia IP, que não alteravam significativamente o orçamento inicial proposto, levaram o BRB a investir em um projeto composto por câmeras AXIS M3202, AXIS M3204 e AXIS P1343, entre outros modelos. Ao todo, foram 1.153 câmeras geridas pelo software da Digifort. Em 2015, o BRB decidiu ampliar e atualizar seu parque. A licitação conquistada pelo integrador Arcade envolveu novamente centenas de câmeras, mas desta vez com a panorâmica AXIS M3037-PVE substituindo duas ou três câmeras anteriores dependendo do layout da agência. A nova fase agregou a tecnologia de compressão Zipstream e analíticos de vídeo.

Primeiro banco no Brasil com videomonitoramento 100% digital

A modernização do parque de câmeras permitiu a reestruturação do sistema para um modelo escalável de tecnologia aberta que permite expansões, integrações e migrações no parque atual. Os custos de manutenção caíram substancialmente. Quanto às primeiras câmeras Axis instaladas em 2011, elas foram realocadas e continuaram em uso, já que apenas cinco das 1.153 câmeras iniciais apresentaram problemas ao longo de 5 anos.

O plano inicial do BRB era renovar o parque analógico. O diretor da Arcade, Milton Fernandes Balieiro Júnior, acompanhou todo o processo de negociação. “Participamos do estudo de viabilidade do budget do cliente para o retrofit analógico do sistema que ele tinha”. Os benefícios do IP, somados ao fato de que o custo do projeto não subiria em relação ao budget original, levou o Banco de Brasília a apostar na inovação e se tornar o primeiro banco 100% monitorado pela tecnologia IP no país.

“Apresentamos um estudo que por um investimento 15% superior à uma aquisição de câmeras analógicas a instituição alcançaria um novo patamar de segurança, com analíticos e qualidade de imagem”, explicou Balieiro. Ao final do processo licitatório, o valor acabou se equiparando ao inicial.

O projeto contemplou 127 agências distribuídas pelo Brasil, sendo 120 no Distrito Federal e 7 nas capitais do Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás. O processo de implementação durou cerca de 2 meses e foi composto pelos modelos de Câmeras de Rede AXIS M3202, AXIS M3204, AXIS P1333 e AXIS P1343. Quando bandidos explodiram uma agência e fizeram parte do teto desabar, a câmera AXIS M32 continuou gravando os eventos sem qualquer interrupção.

Em mais de uma ocasião, as imagens ajudaram o banco a mapear novos tipos de golpe. “Os criminosos são criativos, mas as imagens em alta resolução já nos levaram a entender como os novos golpes eram aplicados. Com base nessa observação, passamos a estudar os dias e horários em que eles costumavam atuar, e conseguimos apoiar a polícia na prisão de suspeitos, acabando com a quadrilha através das imagens”, explicou Deivison Nery, Analista Sênior da Área de Segurança do BRB.

As soluções em rede da Axis também ajudaram a instituição a resolver um desafio latente na época: o link de comunicação não tinha capacidade de transmissão de imagem. “No IP, o protocolo H.264 para a compressão promoveu ganhos extraordinários com desempenho sem perder qualidade de imagem. Conseguimos chegar ao orçamento com um projeto IP que atendia as necessidades naquele momento”, relembrou Balieiro.

As imagens captadas em todas as agências são gerenciadas pelo software da Digifort e gravadas individualmente em cada agência, podendo ser acessadas por um núcleo de segurança e inteligência central – de onde é possível tratar as imagens, montar um banco de suspeitos ou até mesmo enviá-las diretamente à Polícia.

Investimento contínuo

Após alguns anos em uso, a experiência lucrativa com o videomonitoramento IP e a preocupação em manter o alto nível de segurança das agências levou o BRB a atualizar a plataforma tecnológica com câmeras com WDR, inclusive com Captura Forense, além de acentuar as vantagens de compressão usando o H.264 com a tecnologia Zipstream.

“Optamos por manter as câmeras Axis com o intuito de padronização do parque de câmeras, que se mostraram robustas e de ótimo desempenho”, comentou Deivison Nery, Analista Sênior da Área de Segurança do BRB. De 2011 a 2016, apenas cinco das 1.153 câmeras apresentaram problemas – e, mesmo assim, devido a uma infiltração no forro.

Para a nova fase, foram adquiridas câmeras AXIS P3224 (atualizadas pelo modelo AXIS P3225-LVE pelo integrador, sem custo adicional), AXIS P3224-LVE e AXIS M3037-PVE. Atrás da porta giratória das agências, foi instalado o modelo AXIS Q1615, captando a imagem de todos os clientes que entram nas agências. “Todo cliente passa obrigatoriamente por ali e nós conseguimos visualizar os rostos muito claramente porque a câmera possui o WDR e corrige automaticamente as diferenças de luz”, explicou Balieiro.

Já as câmeras fisheye AXIS M3037-PVE agora são responsáveis por cobrir uma área que antes era monitorada por duas ou três câmeras ambientes na primeira fase. Estas, por sua vez, foram remanejadas para outros pontos da agência, sobretudo para alguns pontos de sombra.

Do lado de fora, o modelo AXIS P3225-LVE cobre áreas sujeitas a vandalismo e realiza um trabalho de prevenção de danos – desde pichações até explosão de caixas eletrônicos.

Além disso, a instituição conseguiu reduzir custos de manutenção e de consumo de banda com as evoluções do protocolo de compactação Zipstream, que, em média, reduz os requisitos de largura de banda e armazenamento em 50% ou mais.

O Gerente de Área do BRB ainda listou outros ganhos com a mesma tecnologia: “Tivemos uma queda nas indisponibilidades do sistema de CFTV e redução do tempo de gravação para o servidor central. Isso nos permitiu aumentar a eficiência de nossa Central de Monitoramento e agilizar as análises de crises e ocorrências”.

A longo prazo
Uma das inovações do projeto envolve a abertura de agências de forma remota. Quando um colaborador do banco se apresenta pela manhã, ele aproxima seu cartão de uma leitora, para identificação. Em seguida, aproxima a digital de uma leitora biométrica, para dupla validação. Nesse momento, um operador na Central verifica visualmente se tudo está tranquilo ou se o colaborador está sendo coagido. Estando tudo normal, o operador clica num botão e a agência é aberta. No final do dia, o administrador da dependência faz o check-out para registrar sua saída, e toda essa operação do dia fica registrada no sistema para fins de investigação.

Outro desenvolvimento do projeto é a instalação de alto-falantes IP nas agências para fins de segurança. Dez minutos antes do fechamento de uma agência, os clientes ouviriam uma mensagem pré-gravada. Cinco minutos antes, outra mensagem para finalizarem as transações. Caso algum cliente permanecesse na agência após seu fechamento automático, o operador receberia um alerta na central, veria a pessoa pelas câmeras, e usaria seu telefone IP para orientar o cliente, ao vivo, em relação à saída da agência.

“Avançaremos no controle de abertura e fechamento de nossas agências, migrando do uso da chave para uma abertura remota e monitorada, dando maior segurança aos nossos funcionários, reduzindo o risco de tentativas de assaltos e mitigando o risco de entradas não autorizadas”, indicou Fabiano Cypriano do Nascimento, Gerente de Área do BRB.

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